Notícias

SICAV

SICAV e FIRJAN promovem debate sobre direito autoral na produção audiovisual

Por SICAV

O SICAV realizou, na manhã desta segunda-feira 12, na sede da FIRJAN, o seminário “Direito Autoral na Era Digital. Afinal, de Quem É?”. Com exposição e moderação do advogado Cláudio Lins de Vasconcelos, o seminário discutiu o desafio da gestão de direitos autorais no audiovisual, proposto pelo surgimento de novos formatos de mídia e de distribuição, como VOD (Video on Demand) e OTT (Over the Top) - serviços de escolha de conteúdo online pelo telespectador.

Participaram do seminário Rodolfo Tanamaha, diretor do Departamento de Direitos Intelectuais do MinC; Marcio Fortes, diretor de Relações Institucionais da FIRJAN; Leonardo Edde, vice-presidente do Sicav e Sérgio Sá Leitão, diretor da Ancine. Também foram convidados representantes de associações ligadas ao setor, como Juliana Reis (ABRA), Victor Drummond (SATED RJ), Daniel Pitanga (DBCA e GEDAR), Eduardo Senna (EGEDA Brasil) e Mauro Garcia (BRAVI).

“Quem investe na produção de um filme poderia estar comprando ações da Petrobrás ou poderia investir o seu tempo em montar um restaurante, por exemplo. Então os recursos são concorrentes. Para que seja possível atrair investidores para o nosso setor, precisamos que esta seja uma indústria potente e que gere valor econômico”, disse Cláudio Lins de Vasconcelos.

O evento abriu espaço para perguntas da plateia, composta por agentes do setor. Nas perguntas, a plateia citou os desafios da prática diária da produção audiovisual, e também comentou os entraves políticos que causam o avanço lento da discussão sobre direitos autorais.

“A gente tem um papel nesse momento político de transição. Temos que sinalizar que, apesar das turbulências, o trabalho continua. A gente precisa contar um pouco sobre esse cenário, mas também ouvir como os players estão encarando a questão”, salientou Rodolfo Tanamaha, do MinC.

No debate, o público ainda frisou que a produção audiovisual, por gerar um produto criativo, ainda encontra resistência do próprio meio em ser compreendida como potencial geradora de emprego e renda.

“Precisamos começar a entender o audiovisual como indústria, e a propriedade intelectual como parte desta indústria. Esse evento marca que estamos trabalhando, mesmo com toda a discussão política. Mostra que estamos unidos para seguir com esta discussão”, completou Leonardo Edde, do Sicav.