Firjan e CNI integram ações estratégicas para agenda industrial sustentável
Lançado pela CNI durante a cerimônia da Agenda Legislativa da Indústria 2026, o Projeto para o Brasil 2050, que prevê uma construção de longo prazo liderada pelo setor produtivo em prol do desenvolvimento econômico e social do país. A iniciativa reúne uma série de propostas para o país crescer, por meio do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, da melhora do ambiente de negócios, além do fomento a iniciativas que o Brasil tem potencial, como a economia circular, criação de data-centers e de combustíveis sustentáveis.
Em 2022, a federação lançou a Agenda Propostas Firjan para um Brasil 4.0 para contribuir com o planejamento público nas esferas federal e estadual, com as prioridades do empresariado fluminense para promover o crescimento sustentável no país e, principalmente, no Rio de Janeiro. O levantamento trouxe um recorte do estado do Rio, com 42 propostas organizadas em quatro pilares: ambiente de negócios, infraestrutura, capital humano e eficiência de estado.
Enquanto o debate econômico brasileiro oscila entre urgência de ações imediatas e o planejamento do futuro, as duas agendas se complementam sobre o caminho do desenvolvimento da indústria nacional e fluminense.
“Esse é um esforço articulado para tornar o Rio mais competitivo, inovador e preparado para crescer de forma sustentável. Essas agendas apontam para a mesma direção, que é a de um país que alia ação no presente com visão de futuro, transformando potencial em desenvolvimento real”, afirma Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
Ações estratégicas em comum
Entre os principais pontos de alinhamento está a necessidade de fortalecer o ambiente de negócios, com redução da burocracia, simplificação regulatória e maior previsibilidade. A segurança jurídica aparece como base indispensável para atrair investimentos e garantir estabilidade nas decisões econômicas, criando um cenário mais confiável para o setor produtivo.
Outro eixo central é o investimento em infraestrutura. A competitividade da indústria brasileira e fluminense depende diretamente da modernização logística, da ampliação de parcerias e da capacidade de reduzir custos estruturais que ainda limitam o crescimento.
A inovação também ocupa lugar de destaque. O incentivo à digitalização, à adoção de novas tecnologias e à integração entre empresas, governo e academia surge como condição essencial para elevar a produtividade e inserir o Brasil e o Rio em um novo patamar competitivo.
Esse avanço passa, necessariamente, pela qualificação da mão de obra. As propostas convergem ao apontar a formação profissional e o alinhamento entre educação e demandas do mercado como fatores decisivos para sustentar a transformação produtiva. No Rio de Janeiro, a Firjan SENAI possui o Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicações (DigiTech), com cursos gratuitos e pagos como preparatórios às certificações de gigantes mundiais do setor tecnológico.
A agenda da Sustentabilidade é ponto prioritário. A transição energética, a eficiência no uso de recursos e a adoção de práticas mais sustentáveis deixam de ser apenas compromissos ambientais e passam a integrar a estratégia de crescimento econômico e inserção internacional do país, com propostas como estruturar o Mercado de Carbono e o fortalecimento da economia circular.
Fonte: Firjan